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## Tour
### Description
### Title
tour.name = Sala 3
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A Misericórdia de Évora, a exemplo de todas as suas congéneres, tem desenvolvido ao longo da sua existência uma espiritualidade muito centrada nas figuras protetoras de Nossa Senhora (sobretudo a “das Misericórdias”, que trataremos mais à frente) e de Jesus Cristo. Para além de todas as manifestações religiosas, cerimoniais e espirituais que lhes são naturalmente consagras, existem ainda uma vasta panóplia de obras de arte que lhes são inteiramente dedicadas.
Nesta sala expositiva daremos a conhecer quatro dessas expressões, de inegável valor histórico-artístico, que, apesar de relatarem episódios distintos, têm como ponto comum e unificador a devoção a Jesus Cristo.
Esta sala servirá ainda de antecâmera para a seguinte, “a das Bandeiras”, onde poderá ser contemplado o Culto da Paixão.
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HTMLText_88D677D2_9300_C605_41B6_73CC8FB570D9.html = Pintura
Óleo Sobre Tela
Século XVII
Nesta representação de Cristo Crucificado, estilisticamente já distante do modelo da obra de Michelangelo, o corpo de Jesus (martirizado) é relevado por um jogo de contrastes de luz, onde confluem zonas escuras e zonas muito claras e esmaecidas.
O tronco de Cristo sugere-nos um pequeno avanço para o lado direito, a cabeça, pende para o lado oposto, e os olhos, que olham para cima, parecem indicar-nos que o fim do sofrimento se aproxima.
As mãos e os pés, sobrepostos, estão cravados por pregos que fixam o corpo à Cruz e que abrem feridas, as “Chagas”, na tradição católica, que são contempladas na pintura.
A cobrir a figura de Cristo, na cintura, encontra-se ainda uma pequena faixa de pano branca, marcada por pregas suaves e ondulada pela exposição ao vento.
Sobre a cruz, encontramos a inscrição INRI (Iesus Nazarenus Rex Iudeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus).
Cristo Crucificado é uma das imagens icónicas do Cristianismo e foi uma das cenas mais vezes representadas em arte cristã, tanto em pintura, como escultura e noutras expressões.
Num plano histórico, a crucificação dos condenados era praticada entre os hebreus, constituindo uma das penas capitais. Quando, porém, a Palestina é integrada no Império Romano, a crucificação torna-se de modo geral no castigo dos que não possuem a cidadania romana. Era absolutamente proibido no caso de cidadãos romanos, pois um tratamento tão infame e degradante violaria a lei sagrada.
Segundo o costume romano, a crucificação era sempre precedida do chicote; depois deste preliminar, o condenado devia carregar a sua cruz até ao sítio da execução. Era então exposto à chacota e aos insultos do povo. Ao chegar ao local, a cruz era erguida. O suplicado, inteiramente nu, era amarrado com cordas. Em seguida, era fixado com quatro pregos à madeira da cruz. Finalmente, era espetado um dístico no alto da cruz ostentando o nome do condenado e o texto da sentença.
A condenação à cruz manteve-se em vigor no Império Romano até à primeira metade do século IV. No início do seu reinado, Constantino continuou a infligir esta pena aos escravos culpados de delação para com o seu amo. Mais tarde, o mesmo Constantino, aboliu tal castigo em honra da Paixão de Cristo.
HTMLText_8AB0CAC1_9301_CE07_41D0_5B320E28B877.html = Pintura
Óleo Sobre Tela
Reinoso, André
1620-1640
Neste quadro encontramos a representação da Adoração dos Pastores. O menino Jesus é representado nu, deitado sobre um lençol branco, dirigindo o olhar a Maria, que de cabeça inclinada para baixo, segura numa ponta do lençol com a sua mão esquerda e com a sua mão direita aberta, parece apresentar Jesus aos convidados.
Ao lado de Maria, encontra-se José, também ele com a cabeça reclinada, contemplando Jesus, sendo representado a unir as mãos, em sinal de oração. Atrás encontra-se o burro.
No primeiro plano, à direita, surgem dois pastores, que ajoelhados, revelam as suas oferendas, na circunstância uma galinha e vários ovos transportados num cesto de verga.
Rodeiam ainda a figura central, vários pastores e representantes do povo, que, igualmente prestam a sua homenagem ao menino e preparam-se para o presentear com diversas oferendas.
Em cima, os anjos que anunciaram o nascimento de Jesus Cristo aos pastores, assistem à chegada dos mesmos junto da sagrada família.
A Adoração dos Pastores é um dos temas mais comuns na arte cristã, representando um dos momentos associados ao nascimento de Jesus, no qual os pastores estão entre as testemunhas do momento e antecedem a chegada dos Reis Magos, razão pela qual muitas vezes as pinturas com estas temáticas surgem próximas em muitos templos cristãos e algumas outras vezes na mesma cena pictórica.
Apenas no Evangelho de Lucas há referências há adoração dos pastores, sendo estes sempre acompanhados por um ou vários anjos que anunciam o nascimento do Salvador. No Renascimento, onde esta composição temática foi muitas vezes realizada, os pastores surgem por vezes ostentando instrumentos musicais.
São famosos os quadros da Adoração dos Pastores da autoria de nomes importantes da pintura europeia como Hugo Van der Goes, Giotto, Caravaggio, El Greco ou Andrea Mantegna.
Em Portugal é muito conhecida a composição de Josefa de Óbidos com essa temática pictórica, datada de 1669 e pertencente à coleção do Museu Nacional de Arte Antiga.
A outra “Adoração dos Pastores” do artista André Reinoso, concluída em 1641, encontra-se atualmente exposta no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa.
As doações e a importância dos beneméritos para a sustentabilidade da Instituição
Tal como os pastores fizeram, de uma forma totalmente livre e magnânima, oferendas a Jesus Cristo para celebrar o seu nascimento, também inúmeros beneméritos e benfeitores doaram, ao longo da História, generosas e despretensiosas ofertas à Misericórdia de Évora, com o intuito de patrocinar as suas obras assistenciais.
Neste caso, e fazendo um paralelismo com os pastores, representantes das classes menos abastadas e do povo em geral, será importante homenagear aqueles que, apesar de quase desprovidos de bens materiais, e através de pequenas doações, ofereceram o pouco que tinham àquela Instituição para ser aplicado no auxílio dos que mais necessitavam.
Não raras vezes, aqueles que um dia e pelas mais variadas razões tiveram necessidade de recorrer à Misericórdia, decidiram, após a recuperação do seu estado de saúde, económico ou social, contribuir eles próprios para esta causa. Tê-lo-ão feito por “obrigação espiritual”, por reconhecimento profundo para com a Instituição que os acolheu nos momentos mais difíceis ou, simplesmente, por pura filantropia, “amor ao próximo” e caridade.
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HTMLText_8AE9892F_9301_CA1C_41C3_CB1817A74113.html = Pintura
Óleo Sobre Tela
Autor desconhecido
Século XVII
Versão regional, e curiosa, do tema piedoso “ O Menino Jesus Romeiro”, que inclui iconografia caraterística do tema, como são os casos das Armas Christi ou o Fons Vitae. As Armas de Cristo, ou Instrumentos da Paixão, são os símbolos associados à traição que se encontram representados nesta tela na capa de Jesus, tais como a lança, a esponja ou os dados. O menino caminha sozinho, apoiado no cajado (ou bordão) de madeira, que contém uma travessa cruciforme e exibe uma cabaça, na capa estão penduradas vieiras, elementos iconográficos subjacentes aos peregrinos de Santiago.
Completam a representação do Menino Peregrino outros importantes adereços, como o pano de Verónica (véu que limpou o rosto de Jesus a caminho da crucificação), o chapéu com a coroa de espinhos ou a túnica “franciscana” que lhe cobre o corpo. No lado esquerdo da imagem surge ainda representado o Fons Vitae, ou Fonte da Vida, de onde escorre simbolicamente o sangue que Jesus Cristo derramou na Cruz. Rodeiam a fonte um significativo número de cordeiros numa alusão aos Cristãos e aos seguidores de Deus no Cristianismo.
Os Caminhos de Santiago de Compostela constituem, desde o Século IX, um dos mais concorridos, e importantes, itinerários espirituais da Europa. Todos os anos, milhares de peregrinos rumam a Compostela para venerarem as relíquias do apóstolo Santiago Maior que, segundo a tradição cristã, tem o seu sepulcro na catedral daquela cidade espanhola.
Esta peregrinação conheceu o seu apogeu no período medieval onde apenas era suplantada, em número de fiéis e importância, pelas romarias a Roma e a Jerusalém. Nas últimas décadas, depois de um estado de relativa letargia, a tradição parece ter conquistado uma nova vitalidade, voltando a ganhar uma notoriedade extraordinária, agora, não só na qualidade de caminho espiritual, como também cultural e até, nalgumas ocasiões, também didático. Graças a esta crescente procura o mesmo foi declarado, em 1987, Primeiro Itinerário Cultural Europeu e classificado como Património da Humanidade, em 1993 e 1998, nos percursos espanhóis e franceses, respetivamente. A representação do próprio Jesus Cristo como peregrino do Caminho de Santiago surge nos igualmente na arte, em especial na pintura.
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HTMLText_8AF83CEF_9300_CA1C_417C_20195724BE60.html = Pintura
Óleo Sobre Tela
Reinoso, André
1620-1640
Nesta pintura, a ação desenrola-se num estábulo, local onde os três reis magos entregam as suas oferendas ao menino Jesus.
Melchior, ou Belchior, o mais velho de todos, é representado de joelhos, ao lado da Virgem Maria, curvado e depois de colocar a sua coroa no chão, recebe a bênção de Jesus.
Num plano mais atrás, surgem as figuras de Gaspar e de Baltazar, os outros reis magos, que erguem as suas oferendas, resguardadas em vasos de ouro que são iluminados pelos raios dourados oriundos da estrela de Belém. José, postado atrás da Virgem, apoio o braço direito sobre um plinto, de onde observa discretamente a cena.
«Entrando na casa, viram o menino, com Maria sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra.» (Mateus 2:11-12)
Os chamados Reis Magos vieram, guiados por uma estrela, adorar o Menino Jesus em Belém.
O Evangelho de São Mateus conta a visita dos magos ao Menino Jesus, mas não diz que eles eram três, nem que se tratava de reis. A lenda apropriou-se destas personagens representativas da sabedoria pagã.
Justino (séc. II) afirma que vieram da Arábia; Orígenes (c. 185-252) indica que eram três; S. Cesário de Arles (470-542) apresenta-os como sendo reis. Atribuem-se-lhes nomes do século X: Gaspar, Melchior e Baltasar; no século XV considera-se que procedem dos três continentes. Mas os artistas servem-se do tema: Gaspar passa a ser um jovem; Baltasar, um homem maduro; Melchior, um ancião. Todas as idades da vida ficam figuradas.
Ir-se-á mesmo ao ponto de contar a vida deles: são convertidos e batizados por São Tomé, tornam-se pregadores do Evangelho e os seus restos mortais teriam sido descobertos em Sabá por Santa Helena. Trazidas para Constantinopla, as relíquias dos magos são transferidas para Milão no século IV e, finalmente, dadas à cidade de Colónia, que erige a sua catedral para acolher o sarcófago deles no século XIII.
As doações e a importância dos beneméritos para a sustentabilidade da Instituição
Tal como os pastores fizeram, de uma forma totalmente livre e magnânima, oferendas a Jesus Cristo para celebrar o seu nascimento, também inúmeros beneméritos e benfeitores doaram, ao longo da História, generosas e despretensiosas ofertas à Misericórdia de Évora, com o intuito de patrocinar as suas obras assistenciais.
Neste caso, e fazendo um paralelismo com os pastores, representantes das classes menos abastadas e do povo em geral, será importante homenagear aqueles que, apesar de quase desprovidos de bens materiais, e através de pequenas doações, ofereceram o pouco que tinham àquela Instituição para ser aplicado no auxílio dos que mais necessitavam.
Não raras vezes, aqueles que um dia e pelas mais variadas razões tiveram necessidade de recorrer à Misericórdia, decidiram, após a recuperação do seu estado de saúde, económico ou social, contribuir eles próprios para esta causa. Tê-lo-ão feito por “obrigação espiritual”, por reconhecimento profundo para com a Instituição que os acolheu nos momentos mais difíceis ou, simplesmente, por pura filantropia, “amor ao próximo” e caridade.
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HTMLText_C2F809EA_CDC6_7FDA_41CE_0B94AE25B6AB.html = Cristo Crucificado
Pintura, Óleo sobre Tela
Século XVII
HTMLText_C2F819EB_CDC6_7FDA_41E6_07BA8FDC663A.html = Menino Jesus Romeiro
Século XVII
HTMLText_C2F859EA_CDC6_7FDA_41E2_16A80F1A4891.html = Adoração dos Reis Magos
Pintura, Óleo Sobre Tela
1620-1640
HTMLText_C2F8D9EA_CDC6_7FDA_41B2_65F9B775F81E.html = Adoração dos Pastores
Pintura, Óleo sobre Tela
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